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Primeiros socorros em caso de picada de cobra
Logo após o acidente, o paciente deve ser tranqüilizado e mantido em repouso, evitando andar ou correr, o que favorece a absorção do veneno, agravando as lesões locais da picada, principalmente de acidente botrópico (jararacas). deve-se evitar garrotes ou torniquetes no membro afetado pois agravaria a situação, e sim mantê-lo elevado. Hábitos populares como incisões e sucção, colocar esterco, fumo, etc. no local da picada são contra indicados também. A ação proteolítica dos venenos laquético (surucucu) e botrópico (jararacas) e a microflora oral das serpentes predispõe a infecção, razão pela qual o local da picada deve ser cuidadosamente limpo, mas sempre deixando intactas as lesões bolhosas, se houverem. A remoção do acidentado para um hospital deve ser providenciada no menor tempo possível, pois somente a soroterapia adequada salvará o paciente. O animal agressor deve, na medida do possível, ser capturado e trazido junto para a identificação competente afim de apressar o início do tratamento, sem esperar as manifestações clínicas.
Hoje existem os seguintes tipos de anti-veneno:
- Antibotrópico - (Jararacas)
- Anticrotálico - (Cascavéis)
- Antibotrópico/crotálico - (polivalente)
- Antielaquético - (Surucucus)
- Antibotrópico/laquético - (polivalente)
- Antielapídico - (Corais)
Depois do tratamento de emergência o paciente deve ser encaminhado à assistência médica para administrar eventuais reações tardias caracterizadas como "doença do soro"e outras complicações. As feridas devem receber curativos, e as infecções a devida atenção. Os acidentes com crianças com menos de 10 anos de idade são sempre muito graves, razão pela qual a quantidade de soro deve equiparar-se a de um adulto. Caso o veneno ofídico tenha entrado nas vistas estas devem ser lavadas com soro.
Profilaxia de acidentes com ofídios
Embora seja difícil a prevenção de acidentes com cobras, podemos tomar algumas medidas de precaução.
Devemos evitar andar descalços, já que de 50 a 70% das mordidas ocorrem nos pés e pernas. Recomenda-se o uso de botas de cano alto.
Deve-se ter atenção especial nos locais de trabalho onde há matas, capinzais, pomares e colheitas de frutos em árvores, pois 5% dos acidentes registram-se na cabeça, rosto, ombros e braços.
Para o corte da cana, colheita de arroz ou café e capina o uso de luvas protetoras é o ideal, pois 20% dos acidentes se dão nas mãos e antebraços. As mesmas precauções valem para mexer buracos, cupinzeiros e montes de lenha.
As casas em regiões propícias a cobras devem ser mantidas limpas ao redor e o acúmulo de materiais deve ser evitado.
Os acampamentos exigem alerta especial quando próximos a plantações e pastos, matas ou margens de rios e lagos e seus barrancos.
A preservação do habitat dos inimigos naturais das cobras e a proteção da vida deles é fundamental e grande aliado na prevenção de acidentes ofídicos. Aves úteis ao combate são cegonhas, seriemas, gaviões, corujas e emas.
E da mesma maneira, devemos preservar o habitat das serpentes, para que estas não se vejam em contato direto com seres humanos, evitando assim mais acidentes.
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